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Diário Repulsivo

Datenshi

> 16 anos

"Música melhora minha vida, escrever é a minha vida. O resto é resto..."

> iN WiRED : Colégio 7 de Setembro - Infernum , 2 ano do Ensino Médio.

>UnderNet: datenshirlz@hotmail.com

>Gosta de: Minha amada noiva, Eletrônica, Pk, Textos esquecidos, sacanear com o "gado", fóruns, blogs, ler, escrever, desenhos fodas do Éder, Submundo, desenhos kawaii da Samara, sentar nas escadarias, meu "banco do tédio", fotografias das décadas de 40-50, quadros do Salvador Dali, astronomia, vestir duas camisas, sorvete de chocolate, melão japonês, física moderna, simbolismo, as minhas amigas, os manés meus amigos, criaturas do abismo, literatura gótica, sincronicidade, cinza, cinzas, preto, marrom, vinho ( a cor!!!), verde-mofo, verde-musgo, azul, meus headfones gigantes, minha mochila toda fudida, meu pc, minha lista de mp3, encartes de cds de metal, telefones, livros de pintura, quadros, objetos reluzentes e com circuitos à mostra, plantas, folhas secas em rua deserta, tudo que se possa esconder nos bolsos de uma calça jeans, minha gaita, a minha Stratocaster...

>Música: Tristania, Lacrimosa, Arch Enemy, Apocalyptica, Blind Guardian, DragonForce, Dark Moor, Lodger, Nightwish, Lacuna Coil, Anyone, Angra, Children of Bodon, Shaman, Sonata Arctica, Stratovarius, Dream Theater, Rhapsody, Toshiro Masuda, Orange Range, The Pillows, Boa, Charlie Parker, Steely Dan, Dizzy Gillespie, Wes Montgomery, John Pizzarelli, Paulo Moura, Joe Pass, Jeff Beck, Mr. Mojo, Dave Matthews Band, Strangeways, Public Enemy, R.E.M., Pretty Girls Make Graves, Masterplan, Hammerfall, Soilwork, After Forever, Avec Tristesse, Frameshift, AINA, Therion, Korzus, Megadeth, Beyond Surface, Liszt, Amadeus Mozart, Ludwig Beethoven, Fauré, Haendel, Bach, Gluck, Schumann, Simonetti, Tchaikovsky, Hans Sitt, Paganini, Oasis, Supergrass, OpenMind, Nevermore, Asian kungfu Generation, L'Arc en Ciel, Yeah Yeah Yeahs, The Cruxshadows, Pink Floyd, Ayreon, Orphaned Land, Velvert Revolver, Rockin` Horse, Control Denied, Theatre of Tragedy, Vanitas, Vivaldi, Haggard, Macbeth...


Sábado, Julho 07, 2007

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 12:46 PM


Terça-feira, Maio 15, 2007

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 12:51 PM


Domingo, Abril 15, 2007

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 11:25 AM


Domingo, Março 18, 2007

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 4:14 PM


Domingo, Fevereiro 11, 2007

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 7:52 PM


Terça-feira, Outubro 24, 2006

Outras fotos... Recentes...

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 4:17 PM


Domingo, Outubro 22, 2006

Algumas fotos de 2004:

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 6:00 PM


Sábado, Outubro 21, 2006

ENDEREÇO NOVO
http://www.caotico.blogger.com.br/index.html


bom apetite a todos.

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 6:57 PM


Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 5:45 PM


Domingo, Setembro 17, 2006

Decidi escrever isto de uma vez só. Achei que, se revisasse o texto, provavelmente eu iria cortar algumas partes. Resolvi deixar o meu pensamento do jeito que foi vomitado à tela.


Simples recado de saída: meu último post aqui...


Gostaria de pedir desculpas a vocês pelo atual estado do DiárioRepulsivo. Reconheço que não mudo o template há tempos, além de não postar mais do que imagens. Isto me serviu como um database de imagens após tempos sem interesse mais de postar textos. Acho que perdi o interesse por este sítio...
Agora, relendo e relendo todos os posts já publicados aqui em um período de mais de três anos revejo minhas atitudes. Sei que muitas foram movidas pelos líquidos causticantes da ignorância e da irracionalidade. Peço desculpas, sinceras desculpas, a todos que, de modo direto ou indiretamente, ofendi, caluniei ou ataquei. Peço que me perdoem, do fundo do meu coração. Ainda desejo ver os rostinhos de todos aqueles que eu cometi tais atrocidades humanas. Desejo ver o quanto vocês mudaram, ou permaneceram os mesmos, e desejo que vocês vejam o quanto estou procurando mudar minhas atitudes pra melhor.
Ainda relendo os posts antigos, vejo a minha ignorância e a minha cabeça fechada em relação a uma série de assuntos. Prefiro não entrar em discussão sobre isso aqui. Prefiro estar frente a frente com cada um de vocês para isso, olhando nos seus olhos, amigo ou pessoa que eu nunca vi em toda a minha vida. Vejo, ainda relendo, a quantidade absurdamente grande de coisas a aprender. Vocês são a minha grande escola. Não só vocês. O mundo inteiro. Com toda a sede que tenho, pretendo me fundir ao conhecimento como uma partícula de poeira se junta a uma colossal e maravilhosa nuvem caótica.
Desde a fundação deste espaço, que já abrigou tantas histórias fictícias e reais, conheci gente nova e fiz novos amigos ¿ amigos, ¿aqueles que eu amo¿ da etimologia dessa palavra. Não vou manter aquele pensamento idiota de ¿eu não me arrependo de nada do que fiz¿. Sinto arrependimento quando lembro das pessoas que deixei para trás. Muitas delas só pensavam diferente e eu, agindo de modo egoísta, não percebi nada. Eu só tenho a aprender muito com elas, a aprender a crescer na adversidade, em meio à diferenças de pensamento. Fui idiota. Não. Fui estupidamente idiota. Me arrependo. E vou dar um jeito de mudar isso, de voltar atrás, mesmo sentindo-me triste e impotente quando percebo que tais pessoas me vêm armadas até os dentes quando tento uma reaproximação, mas não vou desistir. Sei que se vêm falar comigo tensos, com respostas na ponta da língua, é porque eu fui um monstro, algo que não sabia o quanto palavras cortam e magoam. Também sei que nada vai ser igual ao que seria se eu não tivesse deixado essa gente toda pra trás. Nada vai voltar como era antes. Podem ser somente melhores ou piores, mas nunca iguais. Todos nós possuímos razões sobre o porquê de agirmos. Sempre. O problema é que, muitas vezes, não conseguimos enxergar tais razões. É nessas horas que nosso egoísmo e nossa irracionalidade prevalece. Se parássemos um pouco e enxergássemos as razões dos outros, certamente perceberíamos que somos todos grandes crianças que não se dizem crianças.
Éramos crianças brincando de agir feito gente grande. Continuamos sendo as mesmas crianças, não importa.
Pergunto-me até quando vou continuar agindo de modo ignorante e irracional. Já ouvi dizer que o meu pai age muitas vezes assim. Pelo visto, a coisa é genética. A única coisa que não quero seguir é o exemplo dele. Ele tem as razões dele... É trágico... Mas são as razões dele... Tomara que ele possa enxergar as nossas razões e as razões dele algum dia. Pela primeira vez em minha vida, sinto-me agradável em estar em casa, com a minha pequena família, com meu irmão, minha avó e, principalmente, minha mãe. Consegui isto depois de muita conversa, muita mesmo. Todos nós nos respeitamos, e nos amamos muito, e somente crescemos com isso. Este é o conceito de família pra mim. Lamento meu pai não ter escolhido isso. De qualquer forma, ele foi e será responsável pelas próprias escolhas, assim como todos nós, assim como eu sou responsável por ter escolhido nunca querer conhece-lo ou ver o seu rosto frente a frente. Tenho medo do que possa acontecer.
...
Alguns perguntam o motivo de eu deletar isto tudo. Falam que não seria certo, que este espaço só prova o quanto eu mudei caso eu continuasse a postar aqui e revitalizasse todo o endereço. Eu não percebi, mas isto realmente se tornou repulsivo, mas um exemplo. Toda vez que eu agir de maneira errada, basta acessar isto, reler posts antigos, e levar um soco no estômago. Isto será um freio pra mim.
Não pretendo deletar. Apenas vou deixar de postar. Este será o meu último post aqui.
Sempre sonhei em ser escritor. Descobri que é algo tão duro quanto ser qualquer outra coisa na vida. Requer esforço e prática, como todos os outros talentos que você pode adquirir durante a caminhada. Ultimamente, vi a oportunidade de construir os alicerces pra isso. Aos que havia deixado pra trás, por favor, não tirem conclusões precipitadas de que continuo escrevendo histórias completamente egocêntricas... Acho que mudei de estilo.
Descobri fóruns na web para divulgação, consegui contatos e agora preciso de um blog novo. Escrevi zines, artigos... Estou contente com isso tudo. Se eu nunca publicar um livro, ficarei feliz também, porém não vou me conformar com isso. O endereço do próximo blog, ou, quem sabe, os próximos três anos, eu prometo pôr aqui quando acabar de produzi-lo.
Sei que é prepotência minha falar isto, mas este foi um dos melhores anos da minha vida. Aprendi muito. Conheci gente nova. Aprendi a ser mais responsável com os meus amigos. Vi uma possibilidade de mudança. E conheci o amor de uma garota. O que eu sinto é que meu coração agora é um poço transbordando e a minha mente é uma nuvem de gás quente em alta pressão. Só sinto sede em aprender mais e mais, em conhecer novas experiências encantadoras. Esse é o meu vício. Meu único vício. Falo com orgulho.
Continuo sendo uma criança, tão comum quanto qualquer outra. Tão comum quanto o velho no ônibus, quanto o sujeito que assiste a programação da tv num final de tarde de domingo, quanto você, quanto qualquer outra, qualquer outra criança...
Acho que já escrevi tudo o que deveria. Fui sincero comigo mesmo e com você.
Espero ter me expressado bem.
Se algum amigo ler isso, procure entender, ok?
Se alguém conhecido ler isso, comente comigo.
Se você foi alguma das pessoas que deixei pelo caminho, me perdoe. Eu vou tentar me reaproximar. Me perdoe, me perdoe...
Se você é alguém que não me conhece, ou que eu não conheço, que nunca vi na vida... Só tenho a agradecer. Um dia eu poderei conhecer você. Compartilharemos nossas experiências. E fico feliz por ter a possibilidade de ainda conhecê-lo, futuro amigo.

Aqui ficam os restos mortais do blog. Não sei até quando flutuaram na piscina de Césio... Mas que seja o bastante para me lembrar sempre daquilo que procurei esquecer. Apaguem a luz antes de fechar a porta, ok?

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 3:50 PM

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 3:49 PM


Domingo, Setembro 03, 2006

[Decididamente humano]

Cansei dos versos calculados, da estética humana, das filosofias plásticas dos discursos pré-prontos que servem apenas para engrandecer o ego murcho de homens hipócritas. Cansei do asfalto, dos carros, das mulheres de blazer, dos homens de terno, de todas as condutas ditas ¿civilizadas¿ dentro desta selva de granito e aço. Cansei de ver tantos meninos pedindo trocados sob a luz dos semáforos vermelhos, cansei de balançar negativamente a cabeça na frente dos mendigos que me pedem dinheiro, cansei de ver miséria e ignorância estampadas em rostos cansados. Cansei da Física, da Biologia, da Química e da Matemática! Cansei de fingir que estou estudando números complexos e cinemática pra melhorar a vida miserável das massas. Cansei da mediocridade de uma classe-média que sempre deseja ser a vítima do panorama social. Cansei de tanta babaquice idiotizante, de modismos, de festinhas e de comportamentos rotulados que são empurrados para dentro das goelas dos jovens. Cansei de tantas rotinas! Cansei de viver tão preocupado com coisas supérfluas e, no final de tudo, morrer! Cansei de conflitos internos, de tentar compreender tudo! Cansei dos sorrisos amarelos, das risadas forçadas, de puxa-sacos, de interesseiros. Cansei de sopões comunitários que afagam o sentimento de culpa que todos nós sentimos quanto àqueles que moram na rua. Cansei de tanta Ação sem Teoria, de tanta Teoria sem Ação. Cansei de tanta hipocrisia, de tanta mediocridade!
Não, eu não quero permanecer aqui!!!
Quero viver cada minuto de cada dia, cada segundo de toda a eternidade. Quero abrir falhas geológicas em todas as metrópoles conhecidas, despejando seus prédios e sua gente para o fundo da terra. Quero pintar um auto-retrato! Quero tocar jazz para uma platéia de milhões de pessoas! Quero fazer mesas e cadeiras de madeira! Quero escrever livros. Quero respirar o ar mais puro do mundo e sentir a o hálito do planeta arrebentar minha traquéia, estourar cada alvéolo dos meus pulmões acostumados com a fumaça e a fuligem da modernidade. Quero ressuscitar gente! Quero correr pela rua, destruindo qualquer coisa viva que venha ao meu encontro. Quero resolver todos os problemas de todos que amo! Quero criar complicações na vida dos que eu odeio! Quero santificar todos os meus professores preferidos! Quero construir uma cidade inteira só para os meus amigos morarem lá! Quero você aqui do meu lado, meu amor, livre de todas as correntes que eles sempre nos amarram! Quero seus beijos, seus abraços, seu corpo, sua alma! Quero seus risos, suas brincadeiras, seu companheirismo, seus conselhos, quero vocês aqui do meu lado! Quero beber todos os sucos de todas as frutas, das mais saborosas às mais azedas. Quero correr até a linha do horizonte e torná-la curva! Quero todas as estrelas do céu dentro do meu quarto! Quero sentir! Quero ver! Quero escutar! Quero amar! Quero odiar! Quero a Razão e a Irracionalidade! Quero a Emoção e o Instinto! Quero sentir meu corpo gelado e imóvel! Quero viver o calor do sol! Quero o Agora! Quero o Eterno! Quero destruir o mundo e recriá-lo a meu favor. Quero comer todos os frutos de milhares de Árvores da Ciência do Bem e do Mal! Quero ter a sabedoria eterna! Quero ser Deus! Quero ser o Diabo! Quero ser o raio que te parte! Quero ser a Consciência Flutuante, a Consciência Eterna! Quero ser o mísero elétron desgovernado de um átomo! Quero ser o Nada, o Vazio.
Quero nunca ter existido!
Cansei de soluções temporárias!
Quero soluções permanentes!
Cansei de querer cansar de tantas coisas!
Eu quero não cansar de ser o Caos!!!

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 1:23 PM


Domingo, Agosto 27, 2006




Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 11:43 AM


Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 9:44 AM


Sábado, Agosto 19, 2006

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 4:29 PM

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 12:17 PM


Terça-feira, Agosto 08, 2006





Pra todos aqueles que não acreditaram, a minha mensagem, de coração:
Vão se foder!!!! XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 5:40 PM


Quinta-feira, Julho 13, 2006

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Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 9:03 PM


Sábado, Julho 08, 2006


Eu.

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 1:33 PM


Domingo, Julho 02, 2006

Tae meu quarto novo...


Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 10:56 AM


Segunda-feira, Junho 19, 2006


Oclinhos?!


,
,
,
,,
Bah

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 5:08 PM


Domingo, Maio 28, 2006

The Delgados - Keep on Breathing

I wonder if he knows
the pleasure that he shows.
I can't seem to hide from the sounds around me.
I wonder where she goes,
dressed up in those clothes.
We just watch her drive away.

A woman sees her friends
continuous distraction,
she fills up the days while she waits for phone calls.
A life in evidence
is evidently lonely.
We all need a tale to tell.

Just another list of consequences of things that we do
Just another hit of happenings that we have to live through
In and out of all the reasons, and all the whys and wherefores
We just want to keep on breathing

My view is compromised
with undernourished eyes,
they watch and they wait for an altercation.
These boxes on the road,
these overpriced abodes,
will somebody give them life?

We occupy a space
with barriers and fences,
there's no line of sight into this protection.
Forgive us all a cheat
is just another sentance.
We all need a tale to tell.

Just another list of consequences of things that we do
Just another hit of happenings that we have to live through
In and out of all the reasons and all the whys and wherefores
We just want to keep on breathing
We just want to keep on breathing

We will watch and learn.
We will watch you perform,
waiting behind the seat,
telling the tale.

I wonder if he knows
how far his pleasure goes,
it all comes apart at the stroke of midnight.
I wonder where she goes
now she's in some clothes.
We just hear her drive away.

Just another list of consequences of things that we do
Just another hit of happenings that we have to live through
In and out of all the reasons and all the whys and wherefores
We just want to keep on breathing.

Life is just a list of consequences of things that we do
Just another hit of happenings that we have to live through
In and out of all the reasons and all the whys and wherefores
We just want to keep on breathing

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 6:34 PM


Sábado, Abril 22, 2006

Era a sua primeira grande festa de aniversário. Todos os amigos da escola estavam lá, mesmo alguns que ele não julgava serem tão amigos porque o espancavam durante alguns recreios. Ele estava feliz, por dentro, apesar de ser apenas uma criança bem cuidada pelos olhos da mãe. Antes da hora de ¿bater o parabéns¿, ele corria com um copo cheio de coca-cola pela casa, quando, ao tropeçar, derramou todo o conteúdo no vestido azul de uma garotinha ruiva. Ela não chorou. Apenas o olhou, com curiosidade. Ela possuía pequenas sardas abaixo dos olhos e sobre o nariz. Um dos garotos grandes e briguentos berrou ¿A Ferrugem se melou com coca-cola!¿ e algumas crianças riram. Ela chorou. Sua mãe a levou embora. Ele apenas ficou sem entender. Ele não lembrou deste dia. Estava chovendo muito. Ele e sua mãe desciam de um ônibus quando, com o solavanco da freada, os dois caíram. Ele continuou segurando na mão de sua mãe, durante os poucos segundos da queda. Ela, impulsionada pelo instinto materno, se virou no ar, ficando de costas para o chão, e o abraçou forte. Os dois caíram na lama fria e imunda da sarjeta. Ele ficou intacto. Sua mãe saiu com alguns hematomas. Ela o havia protegido, não apenas por instinto, mas talvez por algo maior. Ele havia se desligado mais do mundo em volta. Era diferente dos outros garotos da classe e da rua. Alguns o chamavam de esquisito. Era estranho demais para se encaixar em festas e pequenas desventuras às boites mais freqüentadas na cidade. Apenas gostava de caminhar com um cd-player na mochila, escutando as mesmas músicas que um primo mais velho escutava. Seus amigos eram os amigos do mesmo primo. Não se encontrava. No meio do mesmo ano, acabou por encontrar pessoas iguais a ele. Pareciam ter completado uns aos outros. Saiam juntos, sorriam juntos, conversavam, possuíam os mesmos gostos. Ele parecia azedo ou ácido demais para ser tocado. Tinha futuro incerto. Não tinha nada a perder com ninguém. Durante alguns anos, descobriu grupos de garotos e garotas semelhantes ao que costumava andar. Em um destes encontros, acabou por conhecer uma tímida garota de cabelos tingidos de preto. Ele gostou muito dela de início, porque se sentia muito mais à vontade com ela. Os dois saíram durante algum tempo. Os dois ataram namoro. Quando ela disse a ele, pela primeira vez, que o amava, ele reconheceu, abaixo dos olhos castanhos dela, as sardas daquela mesma garota de tanto tempo atrás. Os dois fizeram amor na mesma noite, quando ele pediu que ela deixasse de tingir os cabelos de preto por causa do apelido de ¿ferrugem¿ que deram a ela na infância. Ela o fez. Todos os dias ele a abraçava o mais forte que podia. Todos os dias, ela se entregava a ele. De corpo e alma, de sangue e carne. Amen. Um acidente de carro fez ele ficar internado durante três meses. Ela, a sua ruiva e noiva, o visitava todos os dias. Depois de fisioterapia, conseguiu voltar a caminhar normalmente. Depois do trauma, decidiu ser útil em alguma coisa além de ser consigo mesmo e com os mais próximos. Formou-se em Lingüística. Casou-se em uma cerimônia nada convencional, em um grande sítio gramado, onde todos os amigos estavam presentes. O casal decidiu não comprar um apartamento logo. Com o dinheiro das economias, mudaram-se para a Europa. Ele conheceu o drama das famílias pós-guerra na Iugoslávia. Viajou para aquele país. Escreveu sobre a dor das famílias, de pequenos lugarejos que tiveram suas populações quase dizimadas. Com alguns artigos, chamou a atenção do mundo para o local. Transformou-se em ativista. Viajou para o Camboja. Mostrou a miséria, ajudou a criar pequenos centros de ajuda e arrecadou doações. Mobilizou a comunidade global. Viajou por todo o coração miserável da África, direcionando os olhos do mundo para a fome do local. Exibiu, a todos, a verdade crua e nua das guerras civis, das atrocidades feitas pelos exércitos étnicos que guerreavam sobre o Continente Negro. Foi perseguido. Possuía influência demais. Não tinha medo. Deveria mostrar toda a sujeira escondida debaixo do tapete. Não tinha medo, apenas não queria arriscar ninguém próximo. Depois do segundo filho, a sua ruiva pediu que parasse de se arriscar tanto. Voltou para o país de origem. Decidiu diminuir a velocidade. Criou foruns ativistas e grupos de esquerda na web. Escreveu três livros sobre ações humanitárias e resistência à opressão dominante. Os movimentos se alastravam por todo país, escondidos na noite ou em curtas conversas nas esquinas. Batizou o terceiro neto como Dante. A sua mulher faleceu em um grave acidente de carro. Ele jogou crisântemos roxos no túmulo dela. Ele deixava crisântemos roxos quase todos os dias no túmulo dela. Ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, sua hora chegaria. Decidiu escrever sobre a corrupção dos governos da América Latina. Apoiou o ativismo esquerdista em El Salvador, deu palestras ¿ com seu nome falso - no Chile, visitou o Haiti. Através dos jornais do seu país, denunciou a corrupção e chamou a atenção para a desigualdade social. Deixava crisântemos roxos no túmulo da esposa. As pernas fraquejavam, a visão não era a mesma. Escreveu mais dois livros, no auge de sua maturidade. Depois de cinqüenta anos, descobriram a verdadeira identidade do anônimo que assinava todos os artigos que surpreenderam a comunidade global como ¿Dante¿. Era surpreendido pela imprensa internacional. Queriam homenageá-lo de alguma forma. Ele recusava. Após os setenta, veio, de súbito, um turbilhão de imagens. Viu a mãe protegendo-o da lama, seus aniversários quando pequeno, as músicas do cd-player, a primeira vez com a sua ruiva, os amigos, o casamento, os rostos dos cambojanos, as famílias africanas arrasadas pela miséria, o primeiro filho, todas as viagens, as velhas senhoras iugoslavas sem família alguma, os escritos, as pregações virtuais, as palestras, os rostos de gente que nunca iria conhecer por completo, as noticias na televisão, a sua mulher sorrindo, a garota ruiva sorrindo, os espasmos e os crisântemos roxos voando no seu próprio tumulo. Ad infinitum.

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 9:18 PM


Domingo, Abril 16, 2006

Demorou um pouco, mas eu tô voltando em breve..

...

E com um template novo, por favor.

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 6:37 PM


Sábado, Março 25, 2006

The Pillows - Subhuman

Adeus
Eu devo sair agora
Porque talvez
Eu esteja cheio de gostos e desgostos
O ruído na rua é inaceitável
Mas talvez
Eu nao tenha outro lugar para ir

Assim eu quero ser um bastão
E eu quero tocar no sol
Eu tentarei forçar um sorriso

Eu não posso estar neste calor
Por favor me diga
Onde eu estou certo agora?

Eu acordei antes da meia-noite outra vez
Oh Baby
Eu não soube o que fazer em seguida
Eu nao posso ver
Mas eu posso sentir, todo o tempo
Oh Baby
Eu não tenho nada para perder

Eu apenas quero ser um bastão
E eu quero a estrela brilhando
Eu tentarei forçar um grito

Eu não posso estar neste calor
Por favor me diga
Onde eu estou certo agora?

Por favor, me diga...

Tranque as portas e feche as janelas: fim desta transmissão. Datenshi às 12:33 AM

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